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6 de maio de 2013
O curso de rápida duração tem como objetivo esclarecer o significado dos “principais” símbolos de um mapa astral, os mais conhecidos popularmente porém pouco compreendidos: Sol, Lua e ascendente. A professora sou eu mesma, Maína Mello, astróloga horoscopista dos sites Mapeando, Revista Glamour e Ela Digital e intérprete de mapas astrais pessoais. Serão três aulas de três horas de duração cada, onde discutiremos seu simbolismo de modo que os alunos possam concluir o curso capacitados a compreender o significado desses pontos não apenas em seus próprios mapas, mas também nos dos outros. As aulas ocorrerão durante três segundas-feiras consecutivas de Junho de 2013, na minha casa em Botafogo, das 19h às 22h. São apenas 10 vagas disponíveis. AULA 1 : O SOL (em 10 de junho de 2013) AULA 2 : A LUA (em 17 de junho de 2013) AULA 3 : O ASCENDENTE (em 24 de junho de 2013) INVESTIMENTO: R$ 210 pelo curso completo, a ser pago no momento da inscrição. INSCRIÇÃO: mainamello@gmail.com Para mais infos, acesse a página do evento no Facebook.
30 de abril de 2013
Para ler, basta clicar no seu signo aí ao lado. Leia também o seu signo ascendente. Enjoy :)
26 de abril de 2013
Sou sagitariana, o que significa que o eclipse lunar de hoje em Escorpião, signo imediatamente anterior ao meu, mexeu com a parte da minha psique chamada subconsciente. Segundo a Wikipedia, “o termo subconsciência ou subconsciente (lit. abaixo da consciência), é utilizado em psicologia muitas vezes para descrever qualquer tipo de conteúdo da mente existente ou operante fora da consciência.” Sendo Escorpião um signo diretamente associado ao inconsciente como um todo, digamos que o eclipse de ontem significou um mergulho em minhas próprias profundezas. Como nenhum processo se dá da noite para o dia, já faz algumas semanas que tenho sido despertada quase todas as madrugadas por voltas das 3am, horário que é popularmente conhecido mundo afora como the witching hour (em português, a hora das bruxas) e que também segundo a Wikipedia “se refere à hora em que criaturas sobrenaturais como bruxas, demônios e fantasmas tendem a aparecer e que seus poderes e magias negras ficam mais fortes”. Ora, Escorpião também é um signo associado a bruxas, demônios, poderes sobrenaturais e afins. Daí, a minha interpretação me levou ao seguinte significado da natureza deste eclipse sobre mim: não só ele estaria me colocando diante das minhas próprias sombras, como estaria me ensinando a dominá-las, algo que só criaturas como bruxas, por exemplo, sabem fazer. Que fique claro que acordar de madrugada NÃO tem sido angustiante para mim, muito pelo contrário, esses momentos têm sido particularmente criativos. Os resultados disso, espero, serão apresentados em breve. Mas enfim, joje, poucas horas antes do eclipse de fato ocorrer, senti o impulso de me silenciar e, pela primeira vez em muito tempo, meditar. Acredito que esse impulso tenha me ocorrido porque foi justamente na Lua Cheia de Escropião que Buda atingiu a iluminação após tanto tempo meditando. Não que eu esperasse com isso a tornar-me Buda, pois ainda sou demasiadamente humana para isso. Mas sentei-me decidida a não seguir nenhum método específico, como entoar mantras: simplesmente sentei-me decidida a silenciar meus pensamentos, a ouvir o ambiente ao meu redor, concentrando-me no presente. Sem expectativas. Claro que silenciar os pensamentos é extremamente difícil, ainda mais para quem está sem prática, como eu. O que aconteceu então foi que os barulhos externos passaram a instigar meus pensamentos por caminhos que, até eu me dar conta de que estava “pensando”, uma narrativa já havia sido criada pela minha mente. Cena 1: há uma casa em obra na vila onde moro. A casa em questão não é exatamente ao lado da minha, de modo que o barulho da obra chega até mim como uma trilha sonora de fundo, muito sutil, na verdade sem constituir um incômodo. Sem entrar em questões pessoais que renderiam um outro texto, contento-me apenas em dizer que já tive problemas sérios com barulho de obra, o que no passado quase me levou à loucura e motivou uma mudança de casa. Mas enfim, voltemos ao (então) presente (que já é passado). Aquelas marretadas começaram a reverberar pelo meu corpo, e em questão de segundos eu me visualizei como sendo aquela casa que estava sendo reformada sem no entando perder sua estrutura básica, uma casa que estava simplesmente sendo aperfeiçoada. Cena 2: Preocupada em parar de pensar e silenciar novamente à mente, esta ideia me remeteu a um momento quando eu, muito criança ainda, tanto que não sei precisar a idade que tinha então, entrei no quarto da minha mãe e a encontrei sentada, de pernas cruzadas, olhos fechados, silêncio absoluto. Tentei chamá-la, ela não me atendeu. Insisti: “mãe! mãe!”, insisti sem entender o que só agora entendo: porque ela me ignorava?, insisti até começar a chorar. Então minha mãe abriu os olhos e, num tom meio repreensivo mas ao mesmo tempo culpado, me disse: “minha filha, eu só estou tentando meditar”. Meditar, mas o que isso significava? Cena 3: Penélope, a gata bebê, se aproxima e cheira minhas mãos. Estou consciente de sua presença, todavia não abro os olhos porque, a exemplo da minha mãe, estou tentando meditar. Penélope se resigna e deita entre as minhas pernas. Cena 4: Nicolau, o gato gorducho e carente, entra miando no quarto. Ele sempre mia porque ele sempre quer atenção. Do mesmo modo, mantenho-me impassível. Ele parece entender que algo especial está acontecendo. Simplesmente deita-se ao meu lado, quieto. Cena 5: Cercada de gatos, não pude evitar o pensamento: na próxima vida, quero nascer gato. Adormeço no meio da meditação, como costuma acontecer aos que estão sem prática. Acordo na hora de dar aula, que, conforme combinado com minhas queridas alunas, por conta do eclipse seria diferente, com uma meditação guiada por uma delas, que é estudiosa da gnose. De olhos fechados, ouço Karen me levar ao Sol, à Lua, às estrelas, ao universo inteiro que é feito de som. A meditação é guiada por música. A música reverbera no meu corpo como as marretadas da obra, mais cedo; desta vez, reconstruindo-o. Logo que acabamos, minha mãe entra em casa e, quando fica sabendo que acabamos de meditar, abre a bolsa e retira um cd que lhe fora entregue na noite anterior por uma amiga: mais uma meditação. Ouvimos o cd. Ele sugere que passemos a repetir ao longo do dia as seguintes palavras (que são como mantras), diante das mais variadas situações: Sinto muito. Perdoa-me. Obrigado. Eu te amo. Parei de escrever nesse ponto porque a inspiração para terminá-lo me faltou. Fui dormir, certa de que na manhã seguinte saberia como concluir e postar. Mas mais uma vez, foi a madrugada quem me despertou. E guiada pela intuição, fui ao quintal de casa. E foi a primeira vez nesta noite em que vi a Lua de fato, cheia, linda, iluminada, sorrindo para mim como uma mãe. Porque até então, eu só havia encontrado a Lua dentro de mim. Mas ela está tão fora quanto dentro, tão perto quanto longe, tão íntima como tão desconhecida. Sinto muito. Perdoa-me. Obrigado. Eu te amo.
15 de abril de 2013
Minha supermãe Darlene Mello, que é uma vendedora e marketeira de primeira (ela me criou, gente! rs) vai oferecer em maio um curso na minha casa em que promete revelar todos os seus segredos. Para todos que têm um projeto a vender, é imperdível! A professora, Darlene Mello, é publicitária com formação em marketing e mais de 30 anos de experiência em vendas de publicidade e captação de recursos. Representante exclusiva no Brasil do Eurosport Channel, de 126 companhias aéreas no mundo, da Editora Panrotas, do Divulgapão, e associada a projetos como Rock in Rio – o filme, e Espaço Hans Donner, entre outros. Para mais informações, acesse a página do evento no Facebook.
10 de abril de 2013
O curso de rápida duração tem como objetivo esclarecer o significado dos “principais” símbolos de um mapa astral, os mais conhecidos popularmente porém pouco compreendidos: Sol, Lua e ascendente. A professora sou eu mesma, Maína Mello, astróloga horoscopista dos sites Mapeando, Revista Glamour e Ela Digital e intérprete de mapas astrais pessoais. Serão três aulas de três horas de duração cada, onde discutiremos seu simbolismo de modo que os alunos possam concluir o curso capacitados a compreender o significado desses pontos não apenas em seus próprios mapas, mas também nos dos outros. As aulas ocorrerão durante três segundas-feiras consecutivas de Maio de 2013, na minha casa em Botafogo, das 19h às 22h. São apenas 10 vagas disponíveis. AULA 1 : O SOL (em 13 de maio de 2013) AULA 2 : A LUA (em 20 de maio de 2013) AULA 3 : O ASCENDENTE (em 27 de maio de 2013) INVESTIMENTO: R$ 210 pelo curso completo, a ser pago no momento da inscrição. INSCRIÇÃO: mainamello@gmail.com MAIS INFOS: veja página do evento no Facebook
31 de março de 2013
Presente de Páscoa! beijosss Comentários desativados
1 de março de 2013
Enjoy :)
18 de fevereiro de 2013
Esse é um texto que não pretende dar nenhuma resposta, apenas levantar alguns questionamentos, por enquanto. A quem interessar possa: Casos como esse, em que parceiros (as) matam seus companheiros (as) acontecem todos os dias em todo o mundo, com mais ou menos divulgação dependendo do grau de visibilidade dos envolvidos e também do grau de crueldade do ato. Crimes passionais não são nenhuma novidade, portanto, o que não significa que devemos tratá-los com a indiferença com que tratamos coisas do dia a dia. Afinal, ocorreu com o vizinho, mas o que garante que não poderia acontecer conosco? O caso do atleta sul-africano chegou ao extremo do assassinato, mas quantas mulheres (em sua maioria mas, devemos admitir, homens também) sofrem diariamente com a violência doméstica sem que suas histórias se tornem públicas, seja pelo silêncio dos envolvidos, seja pela “irrelevância dos mesmos perante a sociedade”, na grande maioria pobres sem instrução e sem o interesse das autoridades? Mas é claro que esses casos não se restrigem à parte miserável da nossa sociedade, como se tivessem por causa uma certa “ignorância”. Tanto é que nos permitimos chocar quando é uma atriz como a Luana Piovani que é agredida física e publicamente pelo seu então namorado também celebridade Dado Dolabella. Isso sem falar nas agressões verbais, as humilhações a que tanto pobres quanto ricos e famosos são constantemente submetidos por seus parceiros… Com tudo isso, o ponto onde quero chegar é: será que, no momento em que nos apaixonamos por alguém, temos consciência do quão ambíguo pode ser esse sentimento, a ponto de podermos ser agredidos física ou verbalmente pelo ser amado, ou mesmo de podermos ser nós os agressores? Será que, quando abrimos nossos corações para a aproximação de outro ser, consideramos a possibilidade de, além de amor, termos também de lidar com a hostilidade do outro em relação a nós, ou da nossa hostilidade em relação ao outro? O papel de vítima e algoz nem sempre é tão claro… Alguns poderão dizer: ah, mas se há hostilidade, não é amor. E eu me pergunto: será? Quantos filhos já não experimentaram a complexidade do amor-ódio por pais que, em seus limites humanos, foram extremamente afetuosos ao mesmo tempo que indiferentes? Os que defendem o purismo do amor podem retrucar: pessoas com sentimentos ambíguos assim precisam se tratar, precisam superar sua agressividade negativa para enfim aprender a amar. Eu respondo: pode ser… mas quanto tempo é necessário para que esse aprendizado se conclua, se é que ele de fato se conclui? Não estaríamos mais uma vez insistindo na dualidade, ou seja, na divisão entre o bem e o mal, que não encontra respaldo na natureza? Vou citar outros exemplos mais corriqueiros, mais comuns ao nosso dia a dia, que por vezes passam despercebidos como hostilidade, em nossa dificuldade de enxergar que o “amor” (partindo do princípio que ainda não definimos claramente o que é amor) pode ter suas falhas: Conheço pessoas que viveram anos de relacionamento instável em que tiveram que lidar com períodos afastamento de seus parceiros que colocaram em dúvida seus sentimentos e vice-versa, o que certamente é sempre fonte de angústia para ambas as partes. Conheço pessoas que, durante um relacionamento amoroso, passaram por crises que suscitaram mudanças pessoais, o que nem sempre foi compreendido pelos seus parceiros que, ao invés de oferecer apoio, conforme o esperado, só conseguiram oferecer críticas, nem sempre construtivas. Conheço casais que já passaram da meia-idade e, mesmo após anos de casamento e na notável incapacidade de um viver sem o outro, não conseguem parar de se xingar, de se tocar justamente nas feridas um do outro, como forma de defesa à crescente e cada vez mais insolúvel dependência que se cria entre ambos. Conheço pessoas que, depois de abandonadas, por conta da terrível dor da rejeição, praticamente apagaram anos de bom relacionamento ao dizer o indizível, ao pôr em palavras tudo aquilo que o outro não estava nem nunca estaria pronto para ouvir da boca da pessoa amada, justamente a quem revelou toda a sua vulnerabilidade. Conheço pessoas que, na ânsia de serem retribuídas com amor, oferecem toda a ajuda possível e prometem mundos e fundos a pessoas que de alguma maneira estão em sofrimento, para logo após retirar todo o apoio oferecido por não terem obtido o retorno esperado, deixando a pessoa em sofrimento num estado pior do que se encontrava anteriormente. Conheço uma jovem que, magoada com ex-amores e relacionamentos insatisfatórios, deixou-se encantar por um rapaz que, de tão doce, chegou a chamá-la de princesa. Na primeira noite que dormiram juntos, ela estranhou o fato de que, ao amanhecer, ele não só falava como se mexia muito durante o sono. Na segunda noite, acordou assustada após receber um soco nas costas e ter sido chamada de “sua puta”. Aparentemente, o rapaz estava mesmo dormindo, e diz não se lembrar de nada, assim como não tem explicação para a violência a ela dirigida de modo inconsciente. O rapaz alega não nutrir por ela nenhum outro sentimento além da mais pura doçura. Então de onde veio aquela agressividade (e aqui podemos acrescentar em parênteses a resposta: inconsciente)? Segundo a definição psicologicamente aceita para o termo, a “agressividade” é constitucional e necessária para auto conservação e conservação da espécie, porque possibilita nos posicionarmos nas situações e construirmos coisas. Ela está relacionada à ação. Todos os seres humanos (e inclusive os animais) trazem consigo um impulso agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de todas as pessoas. Portanto, é algo natural. Nas sociedades ocidentais, bastante competitivas, a agressividade costuma ser aceita e estimulada quando esta vale como sinônimo de iniciativa, ambição, decisão ou coragem. A agressividade é um tipo de comportamento normal que se manifesta nos primeiros anos de vida, é uma forma encontrada pelas crianças para chamar a atenção para si. É uma espécie de reação que adquire quando está à frente de algum acontecimento que faz com que se sintam frágeis e inseguras. Na fase adulta, a agressividade se manifesta ainda como reação a fatos que aparentemente induzem o indivíduo à disputa e ainda a sentimentos. A ação está na agressividade, e a reação na violência. Interessante constatar que a agressividade em si não é boa nem má: é energia de vida, é a força que nos faz ser nós mesmos. Quando bem canalizada, pode ser um grande estímulo para a criatividade, para o trabalho e outros objetivos mais “sociais”. Tudo isso me levou a questionar: e eu, que sou, como vocês podem me conhecer através dos meus escritos, uma pessoa doce e acessível, mas que tive uma infância muito tímida, e que por vezes, por autodefesa devido a uma enorme insegurança, cheguei a reagir de forma violenta: como dizer para uma pessoa com quem estou começando a me envolver que, apesar da minha doçura, sou também humana, portanto dada a inseguranças, e que posso reagir muito mal diante de fatos que me machucam? Como fazer a pessoa com quem estou começando a me envolver compreender que isso não quer dizer que eu lhe queira mal, ou que vá machucá-la, embora eu também não possa prever qual será minha reação diante de uma ferida muito profunda? E como o outro pode me garantir que, mesmo que agora só saiba dizer que me ama, nunca, mas nunca, irá dizer justamente o contrário, provocando uma ferida profunda e incurável? Como amar, se amar é confiar, e a vida está cheia de exemplos de amores que se traíram? Como eu disse, esse é um texto sem resposta. Ele é apenas a primeira parte de um questionamento que vem me atormentando há um tempo. Sintam-se à vontade para enviar-me seus comentários e opiniões acerca do mesmo. Quem sabe depois, eu posso escrever algo mais conclusivo? Por enquanto, deixo em aberto a questão para que todos possamos refletir a respeito.
1 de fevereiro de 2013
Leia também o seu signo ascendente, você pode se identificar! Comentários, dúvidas, sugestões, agendamento de consultas astrológicas pessoais: escreva para mim através da página “Contato” deste site ou envie email para mainamello@gmail.com. beijo, Maína.
22 de janeiro de 2013
Meu querido amigo Gabriel Guerrer vai dar um curso de Física Quântica para não-iniciados na minha casa, nos próximos dias 4 e 6 de fevereiro. Gabriel Guerrer é doutor em física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Estudou a física de partículas elementares, tendo participado ativamente em um dos experimentos do acelerador de partículas LHC (laboratório CERN, Suíça). Atualmente estuda as correlações entre os conceitos da Física Quântica com filosofias orientais, consciência e espiritualidade. Para mais informações, acesse a página do evento no Facebook. Tags: curso, física quântica
Janeiro é o mês das aquarianas no blog da Farm, vem ver!
14 de janeiro de 2013
São muitos os motivos que me levaram a pensar muito nos últimos dias sobre declarações de amor. Talvez o principal tenha sido por eu ter recebido uma inesperada e bem-humorada declaração (de admiração?) anônima que veio através de um videoclipe da música Garotos II do Leoni, um hit dos anos 90 cuja letra eu sei de cor porque fazia parte da trilha sonora de uma novela, e sim, eu era muito noveleira quando adolescente (sou até hoje, dependendo da novela… Avenida Brasil, uau!). Achei divertido e fiquei lisonjeada! Isso me fez lembrar que a minha primeira declaração de amor partiu de mim, impaciente que eu estava por dizer “eu te amo”, mas sem saber como. Ele era meu primeiro namorado sério, eu tinha 18 anos, só havíamos começado a namorar porque eu o colocara na parede dizendo “já estamos ‘ficando’ há tempo demais, precisamos nos definir”, no que ele respondeu “está bem, eu também estava pensando nisso, vamos namorar.” Não foi lá um início muito romântico, mas foi sincero. E aí um dia eu escrevi uma carta de próprio punho que consistia apenas numa letra de música do Lulu Santos (porque eu gosto de Lulu Santos e porque ele era músico) que em certo momento dizia: “Eu te amo calado/ como quem ouve uma sinfonia/ de silêncio e de luz/ Nós somos medo e desejo/ somos feitos de silêncio e som/ tem certas coisas que eu não sei dizer.” Entreguei-lhe a carta na faculdade, na frente de muitos amigos, e ele leu ali mesmo, comigo ao seu lado, ansiosa e insegura, e ao terminar apenas olhou nos meus olhos e perguntou: “você me ama calada?” e me deu um beijo que significava “eu também”. A partir de então, durante nosso relacionamento, mantivemos o hábito de trocar cartinhas, principalmente em datas especiais como nossos aniversários, os aniversários de namoro (que comemorávamos mensalmente saindo para jantar), no dia dos namorados, Natal e etc, sempre declarando nosso amor e nossa felicidade em estarmos juntos… outro dia ele veio me contar que achou uma das minhas cartinhas esquecida e amarelada dentro de um livro, e ficou emocionado. Eu também fiquei. Segundo ele, “éramos apaixonadíssimos!”. No meu relacionamento seguinte, que começou como uma paixão avassaladora, eu declarando “você é lindo” já no nosso primeiro encontro e ele me pedindo oficialmente em namoro em apenas duas semanas, chegamos a passar seis meses longe porque ele foi estudar na França, período no qual nos correspondemos intensamente por email. Era muito melhor do que qualquer chat, porque ambos adorávamos escrever, e era muito mais rápido do que os correios, então este era o meio perfeito para descrevermos nossas rotinas e sentimentos, sempre enfatizando o quanto sentíamos falta um do outro, o quanto queríamos mais que palavras, o quanto precisávamos de presença. É verdade que esse hábito arrefeceu com a volta dele ao Brasil, mas ainda trocamos algumas cartas e emails em ocasiões especiais. Ao contrário do relacionamento anterior, não terminamos amigos, e um dia, num acesso de fúria, rasguei todos os emails que havia imprimido para guardar para a posterioridade. Quando me arrependi, já era tarde demais: aquela conta de email já era, e com ela, todo o seu conteúdo… Depois que esse relacionamento terminou, encontrei sérias dificuldades para me envolver de verdade com alguém, o que só aconteceu quando um poeta surgiu na minha vida e, depois de inúmeras tentativas de conquista, apelou para a poesia e pimba! — me fisgou. Foi a primeira vez que eu me senti compreendida, que me encantei por minha própria beleza através das palavras de outro, ainda que em certos momentos ele tenha me destinado palavras amargas, no que eu fui capaz de entender que as palavras de amor também podem ser dolorosas. É que, ao contrário da experiências anteriores, eu não soube expressar meus sentimentos. Talvez por saber que ele não permaneceria por muito tempo ao meu lado, talvez pelo trauma de um coração machucado, eu me fechei. Quando ele me deixou, eu pedi: “não faça isso, eu estou apaixonada por você.” E ele respondeu: “mas eu não sabia disso”. Depois dele eu estive com outras pessoas que foram incapazes de me destinar qualquer declaração que seja. Fora uma ou outra historinha com pessoas que foram capazes de dizer coisas como “gosto de você” ou “você é linda”, não ouvi nada mais profundo e sincero que isso. Eu continuei com o meu hábito de escrever poemas e emails e sms, mas tudo muito mais comedido, afinal nenhuma dessas relações se tratava de amor de verdade. E amor é algo que não se pode fingir, mas pode-se pelo menos ser afetuoso. Afinal, se duas pessoas estão juntas é porque se gostam, de alguma maneira. Admito que tenho estado muito frustrada pela falta de um diálogo amoroso, afinal, como vocês podem constatar, sou uma romântica. E sei que dependo dessa troca para me envolver. Mas fico ainda mais triste porque percebo que não sou a única. A maioria das mulheres que vêm em busca do meu aconselhamento astrológico também têm a mesma queixa: a falta de compromisso dos homens, a necessidade deles de estar em vários relacionamentos ao mesmo tempo (as mulheres também têm essa necessidade? Sim, mas segundo minhas “estatísticas não-oficiais”, baseadas na experiência em meu consultório, eles têm muito mais), a dificuldade deles em expressar o que de fato sentem, o que acaba muitas vezes em DRs insatisfatórias em que ambas as partes até podem assumir seus sentimentos, mas estes nunca compensam as queixas, e as “discussões” não levam a lugar algum — ou melhor, levam ao rompimento, cedo ou tarde. Sem deixar a saudade de uma troca amorosa gostosa, saudável e inesquecível. O que será que está acontecendo? Não acho que a culpa seja apenas dos homens, acho que as mulheres também estão muito medrosas em se expor e acabar sendo rejeitadas, muito por conta dessa enorme falta de compromisso afetivo que impera nos dias de hoje, por conta da dificuldade em construir uma relação verdadeira, o que requer, em primeiro lugar, vontade, ou amor; em segundo, tempo, tolerância e delicadeza. As mulheres ficam esperando que os homens se declarem primeiro, o que eles não fazem, não só porque também temem a vulnerabilidade mas também porque muitas vezes sequer sabem o que sentem diante de tantas “possibilidades”, tantas mulheres carentes, cobrando amor, tanta pressão… A última vez em que arrisquei-me a enviar um email declarando meus sentimentos, recebi uma resposta que tentava ser carinhosa mas que no fundo era apenas uma racional análise de como e por que não demos e não daríamos certo. Eu respondi algo do tipo “tudo bem, posso entender isso, mas cadê a emoção?”. Eu só queria (precisava) de palavras doces! Como resposta, apenas silêncio, o que, às vezes, pode machucar mais do que palavras. É claro que não posso generalizar e dizer que não existem mais declarações de amor, porque tenho exemplos bem próximos à minha volta de pessoas satisfeitas e correspondidas em seus sentimentos, que vez por outra precisam dialogar mais intimamente mas que sempre acabam chegando a um entendimento com seus parceiros justamente porque nenhuma das partes teme expor seus afetos. É claro também que existem inúmeras formas de se demonstrar amor e que vão muito além das palavras, como gestos, carinho, cuidado, presentes, preocupação… e é preciso estar aberto para compreender a linguagem do outro, ainda que seja diferente da sua. Mas eu acredito que, em algum momento, todo mundo precise de uma confirmação verbal, de uma declaração propriamente dita, que venha do fundo do coração. Torço muito para que o reingresso de Netuno em Peixes, cujo último trânsito correspondeu ao Romantismo, nos devolva esse costume — mas, dessa vez, sem aquela ideia besta de que para amar é preciso sofrer, por favor. Se você aí vive ou tem algum exemplo disso, por favor, me escreva! Talvez eu é que não esteja entrando em contato com essa realidade porque apenas as pessoas que sofrem de amor têm procurado por aconselhamento. As palavras mais doces são as palavras de amor: elas nos confortam e nos dão confiança para que este diálogo cresça, e a expressão afetiva seja cada vez mais espontânea, mais natural.
7 de janeiro de 2013
Peço desculpas aos meus queridos e fiéis leitores pelo atraso anormal. Explico-me: viajei no reveillon para um paraíso natural onde estava completamente inacessível por telefone e internet, e não consegui deixar o Mapeando de Janeiro pronto antes de viajar devido ao excesso de trabalho em Dezembro. Pois quando voltei de viagem, senti uma enorme dificuldade de me readaptar à civilização: ficar na frente do computador, por exemplo, me dava dor de cabeça, as ideias não fluíam para a página em branco, meu espírito ainda estava na Mata Atlântica enquanto meu corpo se encontrava aqui, perdido. Por isso, o Mapeando de Janeiro foi produzido aos poucos, porque de nada adiantaria eu ter pressa e fazer um péssimo serviço. Agora que estou de volta, finalmente consegui concluí-lo. Aí está. Espero que faça sentido para vocês. Garanto que foi feito com amor. Comentários, dúvidas etc, podem falar comigo através da página “Contato” deste site ou do email mainamello@gmail.com. Feliz 2013 para todos nós!
27 de dezembro de 2012
Queridos, estou encerrando minhas atividades profissionais de 2012, porque ainda preciso encontrar amigos para um reveillon antecipado. Viajo amanhã de madrugada para um lugar onde não terei acesso a internet wi-fi, mas terei um magnífico céu estrelado. Isso significa que o Mapeando de Janeiro será postado apenas no dia 05/01, já que a enorme carga de trabalho nas últimas semanas não permitiu que eu o concluísse a tempo de postar antes de viajar. Peço desculpas pelo transtorno e desejo a todos um 2013 cheio de amor, porque amor é tudo o que importa, no final das contas. Beijos, câmbio, desligo.
25 de dezembro de 2012
Ainda está no ar o vídeo do hangout no Google+ do qual participei em 21 de dezembro, sobre previsões 2013. Para acessá-lo, clique aqui. |
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